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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Facilitar dengue é crime


Facilitar a propagação da dengue agora é crime. Quem acumular objetos que possam facilitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, pode sofrer punição compatível com a propagação da dengue.
O governador Anastasia sancionou a lei baseada em projeto do deputado estadual Vanderlei Jangrossi (PP). A sanção foi 24 horas depois de o Ministério da Saúde divulgar a lista que inclui Minas entre 16 estados ‘com alto risco de dengue’.
As chuvas aumentam a incidência da doença. A água se acumula em objetos como latas, garrafas e pneus e formam-se criadouros do mosquito. Depois da sanção da lei, é possível que as pessoas não acumulem água e lixo em casa, nem o joguem na rua. Sem a participação efetiva da população, o poder público não é capaz de combater o mosquito. Em 2010, foram notificados 68.695 casos suspeitos da doença. Quase 52 mil casos foram confirmados, informa a Secretaria Municipal de Saúde. A região de Venda Nova tem maior número de casos: 11.575 confirmações, seguida pelas regiões Nordeste (8.588 casos) e Norte (8.520 casos).
Um dos entraves à prevenção é a necessidade de entrar nas casas. Quando estão fechadas ou abandonadas, os Agentes de Combate a Endemias (ACE’s) realizam a ‘entrada forçada’ para vistoriar os imóveis.
Existem quatro tipos diferentes de vírus da dengue (DEN 1, 2, 3 e 4). Os sintomas podem ter intensidades diferentes. Variam de acordo com a susceptibilidade de cada paciente. O paciente infectado pode ter desde quadro assintomático – sente mal-estar leve, mas nem procura o médico – até um quadro grave de dengue hemorrágica que pode levar à morte. Se atendido em tempo hábil, tem grandes possibilidades de recuperação. Num quadro mais leve, a pessoa tem dor no corpo e febre. Não necessariamente alta. Quando os sintomas se agravam, às vezes as dores se tornam insuportáveis. Surgem manchas no corpo e a febre aumenta.
O médico avalia o paciente, solicita exames de sangue e decide se há ou não necessidade de internação. O trabalho deve ser contínuo. O Hospital da Baleia faz atendimento clínico. Além do atendimento ao paciente o médico é um dos responsáveis pela notificação da doença. Essa é uma das ferramentas que a Prefeitura de BH possui para atuar nos maiores focos do mosquito.
O paciente procura o centro de saúde ou UPAs – Unidades de Pronto Atendimento - e detectada a necessidade de internação ele é cadastrado em uma central de internação e, então encaminhado a um hospital, dentre eles o Hospital da Baleia. Não há tratamento específico para a dengue. Tratamos os sintomas e orientamos hidratação com água, sucos, chás, etc. Para dores, nada de ácido acetilsalicílico (aspirina ou ASS). O caso é para dipirona. Em situações específicas, paracetamol e até transfusão de sangue para os casos mais graves.
Médica e Superintendente do Hospital da Baleia
 
Postado em 10 de Fevereiro, 2011, pelo blog do Hoje em Dia da Tv Record 
 

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